Titulo: Cruzando o Caminho do Sol
Autor: Corban Addison
Editora: Novo Conceito
Categoria: Literatura Estrangeira/ Ficção
Nº de Páginas: 440
Ano de Lançamento: 2011
Sinopse: Sita e Ahalya são duas adolescentes de classe média alta que vivem tranquilamente junto de seus familiares, na Índia. Suas vidas tranquilas mudam completamente quando um tsunami destrói a costa leste de seu país, levando com suas ondas a vida dos pais e da avó das meninas. Sozinhas, elas tentam encontrar um modo de recomeçar a vida. Mas elas não devem confiar em qualquer um…
Enquanto isso, do outro lado do mundo, em Washington, D. C., o advogado Thomas Clarke enfrenta uma crise em sua vida pessoal e profissional e decide mudar radicalmente: viaja à Índia para trabalhar em uma ONG que denuncia o tráfico de pessoas e tenta reatar com sua esposa, que o abandonou.
Suas vidas se cruzarão em um cenário exótico, envolto por uma terrível rede internacional de criminosos.
Abrangendo três continentes e duas culturas, Cruzando o Caminho do Sol nos leva a uma inesquecível jornada pelo submundo da escravidão moderna e para dentro dos cantos mais escuros e fortes do coração humano.
Eu só decidi fazer essa resenha quase uma semana depois de terminada à leitura do livro. Isso aconteceu simplesmente porque se tivesse feito a resenha no mesmo dia que acabei de ler, não teria saído uma resenha e sim um texto enorme, e com muita raiva e tristeza.
Fazer a resenha agora, me faz sentir um pouco disso de novo. É difícil falar desse livro, já que só quem leu sabe do que estou falo. Ele é de verdade, real, vivo, ele existe, e quando falo isso não porque ele esta ai pra todo mundo compra. Mas me refiro à estória que ele conta. Enquanto estou aqui escrevendo essa resenha, em algum lugar do mundo tem uma, muitas meninas sofrendo como Sita e Ahalya sofreram. Esse livro se tornar de verdade, ele dói de verdade. Doe em mim.
Também fiquei com raiva, eu lia e tive partes que precisei parar, a raiva era tanta de tudo. De como as coisas são assim? De porque elas são assim? Por Deus querer? O destino? O carma? O raio que o parta.
É injusto demais pra se aceitar, entender, e ficar quieto, diante de tanta coisa de ruim que acontece no decorrer da narrativa. E por ser real, por saber que existem meninas que sofrem algumas até morrem, só pra satisfazer desejos que nem elas mesmas entendem por qual sentindo estão lá, são na maioria só meninas, quase crianças. Que nem sabem o que fazem, mas que dói e que deixa marcas e fantasmas eternos naquelas que conseguem sair vivas de tudo.
Por outro lado tem a estória de Thomas um homem sofrido, amargurado pela vida, pelo rumo que ela tomou. Um homem que mesmo quando tudo parece perdido, a vida que ele tanto achou ingrata lhe dá um sentindo, arruma um jeito de colocar tudo no lugar certo.
E também tem Priya, a personagem que tanto gostei. É uma mulher que sofreu ainda tem o coração cheio de magoas, dor, ressentimento. Que apesar de tudo se permiti ser feliz novamente. Sorrir de novo e achar que nem tudo é o fim.
O livro eu indico demais, é muito bom. E como já disse de verdade, não é um livro indicado pra quem só gosta daquele tipo, de estória e sempre feliz.
Ele é real, ele é verdadeiro. E tem que ter um coração forte pra se ler. E uma mente aberta pra se pensar.
Bom gente é isso.
Beijos a todos.
Fiquem bem.